quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Belchior em Recife - primeiro dia




Demorei um pouco para escrever, mas não desistam!! Estou com várias histórias na manga que são bastante divertidas! Acontece que outubro está sendo um mês super corrido, com vários eventos e pouco tempo para escrever. Porém, a partir de hoje, vou me comprometer a postar todas essas peripécias de Belchior e seus amigos que rolaram por aí.

Bem, Belchior iria para Paris em outubro. Mas descobrimos, no fim de setembro, que essa viagem só sairá no ano que vem. Ótimo para nos programarmos melhor. Tivemos que correr e muito para irmos ao casamento em Recife, marcado há mais de um ano e que não confirmamos presença por conta de Paris.

Depois de muita correria e estresse (por que os homens nos deixam loucas, deixam tudo para última hora e nos enlouquecem???), conseguimos comprar as passagens de ida para Recife (fomos para Belo Horizonte e de lá para a capital pernambucana) e, no dia 8 de outubro, de madrugada, chegamos! Como nossas reservas eram para dia 10, pois iríamos para Pesqueira (agreste nordestino, a 4 horas de Recife e local do casamento), encontramos o RT, amigo de Belchior no aeroporto e fomos nós 3 dormir num motel!

Um parêntese sobre o amigo RT. RT é um cara muito divertido, animado, mas ele tem uma particularidade toda especial. É viciado em mulher. É sério. Que todos os homens o são, nós sabemos, ok. Mas ele tem algo diferente. Só pensa nisso, durante 24 horas por dia, 365 dias por ano!! Em todo lugar que ele vai, essa é palavra de ordem, o domínio do dia! Além disso, ele é lento, lerdo, demorado. Pior do que eu, mulher. rs Dormimos no motel (ele em quarto separado, claro) e acordamos cedo para começarmos a saga de procurar um hotel até o dia seguinte. Eu e Belchior chamamos um táxi e ficamos com o taxista, dentro do motel (que situação), esperando RT por, pelo menos, 15 minutos. Inacreditável!

Rodamos uns 40 minutos para achar um hotelzinho para deixarmos as malas e irmos fazer algo. Belchior precisava trabalhar. Eu precisava de praia. E RT precisava de mulheres. Objetivos e interesses a parte, após 4 horas de espera na recepção de um hotel mequetrefe, largamos as malas e unimos os objetivos num só: Belchior com laptop e cel em punho, eu com biquíni e disposição, RT com seus planos e olhares para as beldades, seguimos rumo à Praia da Boa Viagem!

Escolhemos um lugar legalzinho e sentamos. Água quente, com possibilidades sérias de encontrarmos algum tubarão por lá (adorei essa parte), cerveja para os meninos, água de coco para mim. Belchior trabalhando, eu curtindo o sol e o mar e RT a postos para sua atuação fatal. Não precisou de muito tempo para as coisas acontecerem rapidamente. Na primeira vez que RT foi na água, já ficou de conversa com uma menina. Eu e Belchior morremos de rir na areia.

A cada ida dele ao mar, mas conversas com a rapariga. E não deu outra! Marcaram um encontro na Pracinha da Boa Viagem, às 20h daquela noite. Ela foi embora e não deixou o tel dela com ele. Mas RT estava feliz, já havia, sem procurar muito, conquistado sua primeira vítima. Parecia que o feriado prometia grandes affairs! Enquanto isso, entre um telefonema e outro, Belchior ia na água e assustava a criançada: “Olha o tubarão! E saía correndo! As criancinhas, assustadas, se desesperavam. Depois começavam a rir do tio doidão!

No fim da tarde, a maré subiu e nos deparamos com um approach com o pessoal da barraca ao lado. Para Belchior, já relaxado e com umas 10 latinhas na mente, isso era ótimo. O show man começou a colocar seus dotes e encantos para Recife conhecer. Resumindo, havia um capoeirista, uma morena e um gringo na barraca. O capoeirista começou a brincar com Belchior e, em pouco tempo, os dois estavam jogando capoeira na areia da praia. Belchior parecia uma jaca madura caindo do pé. Sem ginga, sem traquejo. O cara dava um banho nele. Até que ele resolveu inovar e deu um golpe de judô no cara. A jaca branca e a negra caíram juntas na beira da água. O lugar inteiro rindo de passar mal. O gringo se despediu e foi-se.

Depois da brincadeira, o papo ficou sério. RT e Belchior começaram a perguntação (isso mesmo com ão no final). Sem pudores. RT começou com a morena. E ela, sem responder direito. “Você está com uma marca de óculos no rosto”. “É bom que disfarça porque eu trabalho à noite”. “É mesmo, aonde”? 15 segundos para a resposta da moça. “Num samba”. “E onde rola esse samba”? 30 segundos para a outra resposta da moça. “Numa faculdade”. “Onde fica a faculdade”? 1 minuto sem reposta. Tive que intervir. RT, não está vendo que ela não quer responder?! Deixa isso para lá.

Enquanto isso, do outro lado da barraca...Belchior começa. “Mas você dá aulas de capoeira”? “Pois é, rapaz, dou sim. Mas se eu te contar minha história, você vai chorar comigo”. “Por quê? O que houve”? “Sou viciado em drogas. Perdi tudo por causa dela. Agora dou aulas num projeto social. Não ganho nada. Quem me ajuda é a morena. Sempre venho à praia aqui. To há 8 meses sem usar nada. Vou te mostrar uma coisa. Olha meu passaporte. Já fui jogador de futebol em vários países. Olhe ai, olhe, rapaz. Olhe, olhe”. “Nossa, é mesmo. Já jogou na Suíça”?

Pausa para mim, por favor. Belchior se compadecendo, já com os olhos cheios de água com a história de vida do capoeirista. O clima esquentando entre RT e a morena. Só mesmo um mergulho para refrescar minha alma!!

Quando voltei, a cena era linda. O capoeirista chorando, aos prantos, dizendo que Belchior era como se fosse um pai para ele. Belchior era só elogios ao cara. Realmente a história era triste, mas aquele rapaz era sagaz. Parecia que fazia artes cênicas. Não caía uma lágrima de seus olhos, só mesmo a encenação. O auge foi quando Belchior levantou, tirou R$ 20 da carteira e deu a ele. Chororô de todos os lados. Belchior abraçou o cara, chorou junto. Beijo na careca. O capoeirista tirou de sua sacola plástica um presente.

“Vou te dar essa camisa que tem uma energia maravilhosa. Depois que eu usei, ela mudou minha vida. Quero que você fique com ela”. Belchior não se conteve. Chorando, levantou os bracinhos, encolheu a barriga, vestiu a camisa. Deve ter ficado sem respirar uns 30 segundos e constatou, junto com todos ao redor, que não cabia nele. Mas o cara seguiu. “já que não cabe, quero você doe para uma instituição de caridade. A criança que usar essa camisa terá sua sorte mudada”. Abraços. Belchior pegou a camisa suada e colocou na bolsa. A doação era sua próxima missão. Parecia cena de novela.

Enquanto isso, RT e a morena estavam no clima. Mas ele estava acanhado com a minha presença. Veio me confessar: “pô, a mulher é da vida (nossa, ele só tinha percebido aquela hora!!). Nada a ver dar beijo na boca”!

Depois da expectativa do beija não beijo, que Belchior e o capoeirista entraram rapidamente na pilha para que RT beijasse logo, resolvemos ir embora e encontrar os outros amigos da terrinha que haviam chegado. Chegamos ao restaurante, Belchior para lá de bragatá. RT esperando ansiosamente o encontro marcado na pracinha e eu feliz de ver gente conhecida e poder conversar normalmente. Na praia, cheguei a conversar em inglês e italiano com o vozão, um vendedor que se aproximou e começou a conversar conosco. O cara não sabia nem ler nem escrever, mas falava cinco idiomas. Só da convivência da praia! E o pior é que falava direitinho mesmo!

Uma hora depois dos amigos C. e V. morrerem de rir das histórias, RT saiu de fininho. Ia para seu encontro. MJ e S. chegaram para completar a mesa e eu e Belchior terminamos à noite rindo e planejando o casamento em Pesqueira com nossos amigos! Se no primeiro dia foi assim, imaginem os próximos 4!! Aguardem!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Belchior tentando ser Homem Aranha



Há algum tempo estou querendo escrever sobre isso aqui no blog, mas estava receosa de brigar comigo mesma sobre o assunto! Infelizmente o bairro onde moramos está sendo assolado por episódios de roubos e violência. Há uns 2 meses, um louco cheirado estava assaltando os apartamentos, entrando pela janela, buraco do ar condicionado, fazendo coisas impossíveis e seu apelido, claro, virou o Homem Aranha do bairro.

Um dos apartamentos arrombados foi no prédio da minha amiga F. Uma paranoia enorme se instalou em mim. Mas eu não sou tão louca assim e as minhas questões têm fundamento! Moramos de frente para uma mata, no primeiro andar do prédio, sem grade alguma, em nenhuma janela, nem na varanda. detalhe que todos do porédio tem grade! Dormimos com tudo aberto, escancarado e ali é um deserto só.

Comecei a ouvir passos no play, a fechar tudo todos os dias, a levar os objetos mais caros para o quarto junto com a gente. Nada mais de deixar dinheiro dando sopa na sala, nem telefones, tênis, nada. O Homem Aranha continuou atacando mais e mais prédios nas redondezas, até que ele foi preso em frente ao nosso residencial!! Estava atacando o prédio da frente!!

Como alegria de pobre dura pouco, o cara foi solto no dia seguinte. Era menor de idade! Ô beleza! O problema disso tudo era porque Belchior, simplesmente, não creditava em mim e não se sentia inseguro como eu! Achava que eu estava louca, que era exagero.



Brigamos muito por isso, mas graças a Deus passou. Até que esta semana algumas coisas muito estranhas voltaram a acontecer. Uma bela noite, estávamos eu e minha amiga M. na varanda, quando ouvimos nitidamente um barulho de mato mexendo. Mas mexia muito, eram passos de uma pessoa e não de bicho. Ficamos brancas, imóveis. O barulho vinha do terreno ao lado. Na hora gritei Belchior e, mesmo não ouvindo desde o início, Belchior se assustou.

Nesta semana, cheguei em casa de um evento noturno. Morta de cansaço, fiquei um pouco na varanda. Belchior não estava em casa. Sentei para relaxar e, de repente, o mato se mexeu absurdamente. Ouvi barulho de chinelo. Não tinha dúvidas de que era uma pessoa no play!! Fiquei uns 15 segundos parada, encarando o mato, mas não me contive e saí correndo. Interfonei para o porteiro. Ele foi ver o que era, mas como sempre, não viu nada!

Liguei para Belchior voltar para casa. E o esperei na portaria. Ao contrário do que imaginei, Belchior ficou preocupado e disse que já tinha verificado no play que era fácil entrar no nosso ape. Mêda!!

Mas isso tudo para ilustrar o episódio de ontem à noite! Em mais um dia de evento, cheguei tarde, mas Belchior chegou praticamente comigo. Quando fomos dormir, minha paranoia falou mais alto e pedi para ele fechar a janela da área. Ele levantou contrariado. Já tínhamos ouvido alguns barulhos.

Fiquei sozinha no quarto e achei a demora dele estranha. Conhecendo a figura, fiquei quietinha e ouvi seus passos até a varanda. Quando ele começou a querer simular um ataque, comecei a gritar e quebrei completamente o clima do suposto susto!! Belchior, querido, já conheço seus passos, vejo os seus medos! Se manda para a cama, pois o susto não cola mais!

Belchior voltou desolado. Parecia uma criança grande, cabisbaixo, todo sem graça, dizendo que ele não ia me dar susto... Sei sei, até parece. Já que ele não deu bola para minhas inquietudes do Homem Aranha de verdade, também não dei bola para o Belchior tentando ser Aranha!! depois me arrependi, pois o que será que ele iria aprontar???

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Belchior e o casamento 2

Foto verídica by A.K.

Tínhamos um casamento em que éramos padrinhos. Grandes amigos dele, que se tornaram meus também de tabela. Eu já sabia que Belchior não passaria impunemente ao casório. Até porque o casal nasceu debaixo de suas asas, todos eram seus amigos de faculdade e ele tinha total liberdade. Sentir-se-ia em casa (escrevi lindo agora, hein). E aí mora o perigo.

Até que na Igreja ele se comportou. Não chegou atrasado e deixou a noiva esperando (como fez da última vez em que fomos padrinhos e a noiva, sua amiga, estava apavorada com essa possibilidade). Mas, já na Igreja ele dava indícios de que a cobra ia fumar. Puxou os aplausos finais, mandou a irmã do noivo rir alto (uma característica clássica dela). Falou alto, bateu palma, cantou, se emocionou. Isso tudo na frente do padre! Porém, a festa é a festa, né, gente...

Belchior chegou na boa e ficou só no proseco. Prosequinho, como ele gosta de chamar. Taça vai, taça vem. Mas, Belchior, que não é bobo não, já havia bebido umas três ou quatro ou cinco latinhas antes de entrar na Igreja. Afinal, chegamos no fim do outro casamento... Tempo perdido é tempo de beber...Eu tinha que compreendê-lo!

No meio da festa, ele começou a dançar freneticamente. Tivemos uma surpresa ótima. Uma bateria de escola de samba deu o ar da graça e do requebrado. Fomos para frente do palco, sambamos, descemos até o chão, mas eu já sentia o cheiro de show no ar.

O puxador estava em cima do palco e demorou apenas alguns minutos para Belchior se juntar a ele! Ficou cantando no cangote do cara, pedindo para cantar. E o puxador levando o samba, sendo atormentado por ele. Claro que ninguém resiste aos seus encantos e insistência e logo ele estava cantando junto com o cara, levando o samba no gogó. Outros companheiros subiram também e tudo virou uma festa ainda maior.

Após o espetáculo carnavalesco, que muito me diverti e sambei, já completamente despida de pudores e descalça (a única da festa, detalhe), começou a rolar um clima de sertanejo universitário no ar. Ai meus sais! Era a chave, era a senha, era a chamada final!!!

Belchior, mais uma vez, subiu aos céus de sua glória, pegou o microfone, mandou o cara do som ligá-lo e deu seu show! Cantou três músicas seguidas num estilo playback, jogou flores para mim. Tinha um legado de fãs pulando e cantando, seus bons e velhos amigos da terrinha e da faculdade, que estão mais do que acostumados com sua performance. Todos cantavam e aplaudiam Belchior.

Para fechar com chave de ouro e soltar o grito engasgado da festa à fantasia, em que não pôde cantar o hino do carnaval da terrinha, Belchior puxou o clássico dos clássicos, levando seus fãs (até mesmo a mais inesperada, que dançava feito uma galinha literalmente):

“O bicho vai pegar e eu não to nem ai. Na CPI do Amor, meu passarinho vai subir”

Até os noivos subiram ao palco, fechando com muita honradez o grande show de Belchior. Salve simpatia, cara de pau e alegria!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Belchior e a Festa à Fantasia


Desculpem pela demora em atualizar isso aqui, mas tive alguns probleminhas que me deixaram sem tempo e sem saco de escrever esses dias. Para quem escreve é importante estar em sintonia com a alma e o humor e, definitivamente, não estava nos meus melhores dias. Vovó ficou doente e isso acabou comigo. Agora que ela está se recuperando, ainda no hospital, já me animei mais um pouco para detalhar aqui mais algumas doses de Belchior na veia.

Há duas semanas rolou a ‘Terrinha Fantasy’, festa tradicional da cidade e que eu nunca tinha ido. Resolvemos em cima da hora e, claro, improvisei uma fantasia meio sem graça, mas que deu para curtir. Fui de Coco Chanel. Na verdade, queria ir de par com Belchior, mas não conseguimos improvisar nada.

Belchior resolveu ir de piru, isso mesmo, de órgão genital masculino, mas ela já havia ido dois anos antes. Como foi um sucesso, ele repetiu a dose. Pediu ao pai para pegar no hospital um soro, misturou com leite e um cateter, colocou na cabeça de camisinha e, na medida que ele queria, apertava o soro e saia pelo cateter na cabeça. O piru jorrava leitinho e ele ainda pediu para as pessoas esfregarem a cabeça dele!! O piru e a Coco Chanel, bailando pela festa. É cômico, se não fosse triste....rs

O problema é que Belchior não consegue passar impune e seus instintos artísticos sempre falam mais alto. A festa tinha vários ambientes e em dois deles havia shows, com cantores da terrinha, que ele conhecia. As primeiras tentativas foram na parte da noite Flashback. O cantor havia estudado com Belchior e ele achou que, com isso, teria mais chance de subir ao palco e cantar. Despois de muita insistência, de tentativas frustradas (ele chegou a pegar o microfone, mas tiraram o som), Belchior se irritou e a gente foi explorar outras áreas da festa. Quem sabe assim ele não teria mais sucesso?

No ginásio do clube nem adiantava tentar. Era show da grandiosa cantora Perla. Claro que passamos lá para curtir o show, mas nem com muita reza forte dava para aguentar. Acho que foi um dos piores shows que já vi, com uma cantoras péssima e nem a sua música mais consagrada “tirapturu, tirapturu, ohaaaaaaaaaaa”, que eu queria ouvir, salvou. Não ficamos nem 15 minutos.

Do outro lado do clube e bem mais tranqüilo, rolava um show de pop rock do cantor consagrado na terrinha, o Rubinho. O show estava muito bom e dançamos bastante. Aos poucos fomos nos aproximando do palco e, numa música que Belchior consagra como sua trilha sonora – “Mais uma dose, é claro que eu estou afim. A noite nunca tem fim” – ele não se conteve e subiu ao palco!

O Rubinho não se incomodou em nada, mas o microfone que estava sobrando estava desligado e, apesar de toda performance do meu marido, nem um grunhido saía de sua cantoria. Mas o auge da decepção do Belchior foi porque o Rubinho, cantor que eles tanto gostam, negou suas origens. Belchior e D., que a esta altura também estava no palco, queriam que ele cantasse a música que consagrou o carnaval da terrinha. Música esta de autoria do Rubinho. Que ele não queria cantar. Ora bolas, como não querer cantar uma música tão bela no meio da festa? Segue o refrão para vocês conferirem:

“O bicho vai pegar e eu não to nem ai. Na CPI do Amor, meu passarinho vai subir”

Até eu subi no palco para tentar sensibilizar Rubinho, mas não rolou e descemos desolados. Bem, era hora de partir e fomos embora da festa, o piru quase caindo e a Chanel segurando o piru até chegar em casa.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Belchior e os Backstreet Boys



Belchior é um cara hilário, comunicativo, interativo, emocional, passional, família, biriteiro, cervejeiro, eclético em todos os sentidos, gosto musical peculiar, ama bar, beliscos, ama a família, os amigos, uma peladinha (duplo sentido, por favor). Isso tudo nós já sabemos. Isso tudo junto, batido no liquidificador, coberto de emoções (chora que só ele) e muita alegria, é Belchior puro no palito.

Mas, tem lá suas deficiências em algumas coisas e uma delas é no seu gingado. Belchior não é lá muito coordenado, não sabe bailar muito bem, não tem a ginga, a manha, o swing. Claro que isso tudo é irrelevante com todas as outras qualidades, atributos e particularidades do menino da terrinha.

Fiquei surpresa e boquiaberta (literalmente) com a notícia fresquinha que me trouxeram do último churrasco que fomos. Aniversário de uma amiga dele. Amigos da terrinha e da faculdade misturados. Chegamos cedo, Belchior começou a calibrar e se refrescar com cevada igualmente cedo, mas saímos no meio do churras e depois retornamos. Ele foi ver o jogo do Fluminense e eu, ver minha vó.

Na volta ao churrasco senti que ele estava bastante alegre, mas, sinceramente, não percebi nada de errado. Chegamos, ou melhor, voltamos. Sentei-me à mesa e comecei a conversar com um casal de amigos. Belchior foi circular. Demorou um pouco, mas isso também não era novidade.

Eis que os amigos se agruparam correndo perto de mim! “Casadona, Casadona, Belchior acabou de gravar um vídeo e dar um show para a gente”!! Show?? Que show, cara pálida? “Ele dançou performaticamente uma música do Backstreet Boys”. O que?????? Meu Deus, que visão!

Quando me mostraram o vídeo, pirei!!! Incrível! Belchior estava realmente performático. Colocou um chapéu de não sei quem. Pegou uma cadeira. E num gingado e bailado mágicos, completamente fora do ritmo, dançou ao som de

“Everybody / Rock your body / Everybody/ Rock your body right / Backstreet's back / Alright”

E puxava a cadeira, rodava, tirava o chapéu, colocava, fazia pose para a câmera, rodava de novo (não sei como não caiu de bêbado e de sem ritmo). Pulava soltando as mãos (um gesto que só ele faz) e cantava “nananana, yeah, yeah, nanananana”, com a lingüinha solta (outra característica dele).

Claro que, a essa altura, ele tinha se tornado (como adora fazer) o destaque do churrasco e a câmera rosa virou atração certa de todos os convidados. Uma pena que eu não possa (AINDA) mostrar a vocês o vídeo que, com certeza, deveria estar no Youtube. A A.K., aniversariante, ainda não nos passou, mas, A.K, please, preciso desse vídeo!! A desenvoltura de Belchior merece ser exibida para os amigos e internautas!!

Daqui a pouco Belchior, ué, quem sabe, pode estar se candidatando a ‘dançarino do Faustão’. Depois do Jô, ele deve sonhar com isso e está treinando. Se não rolar a ‘Dança dos Famosos’, a gente manda para a Videocassetada mesmo!!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Belchior, Bia Bedran e o gel no cabelo


Continuando a série as melhores desta noite de sábado, em um dado momento, a nossa querida L., namorada do D., percebeu que estávamos sentados ao lado da mesa da cantora infantil Bia Bedran. Ela comentou com D. baixinho, que, depois de duas doses cheias de Campari na mente, não teve dúvidas ao comentar em alto e bom som, mesmo L. tentando conter a sua boca delicadamente com a mão. “Gente, a L. não quer me deixar falar, mas estamos ao lado da mesa da Bia Bedran. Aliás, vocês conhecem Bia Bedran? Eu não conheço, nunca ouvi falar dela. A fama dela é igual a do Paulinho Sujeira da Terrinha”.
OBS: Paulinho Sujeira é um cantor da terrinha, adorado por todos, mas que tem um problema: quando toca e canta, não pode beber. Mas ele bebe tanto... D., inclusive, sugeriu que ele fosse cantar no meu aniversário... Aiaiai, imaginem vocês que dupla: Belchior e Paulinho Sujeira disputando o microfone... enfim, voltando...

Não sei como a Bia Bedran e suas convidadas não ouviram. A enquete de quem conhece Bia Bedran começou e a maioria disse que já tinha ouvido falar nela, mas ninguém lembrava de suas músicas. Belchior, que não pôde se conter, começou a ensaiar que ia lá falar com a Bia Bedran. Afinal, quem era ela? Se ele pôde mandar o George Israel chupar o piru do Huck no show que fomos; se pôde abraçar o Falcão (cantor do Rappa) e perguntar se ele era o Falcão mesmo e dizer que não era possível, pois ele estava muito cheiroso; abraçar o Calainho e dizer que está muito triste com o programa Ídolos porque ele foi eliminado; quem era Bia Bedran para não conversar com ele?

Eis que eu percebi que a minha professora de publicidade da UFF, irmã de Bia Bedran, também estava na mesa. Aí, foi pior ainda, pois Belchior e D. queriam que eu falasse com ela de qualquer jeito. “Lá na Terrinha não tem dessas coisas. Qué que tem falar com a sua professora? A tia Dorinha (nome fictício porque não me lembro, mas era algo do gênero) e a tia Bijuca (algo hilário assim) sempre falam comigo quando a gente se encontra”. Porra, tia Dorinha e tia Bijuca é sacanagem. Estou falando de uma professora importante da UFF e irmã da Bia Bedran!!

Ok, Belchior, mas vocês estão falando alto, estão zuando a Bia Bedran e eu não tô afim de falar com a irmã dela e dar mais oportunidades de vocês zuarem. Enfim, nada adiantou muito. D. continuava afirmando que Paulinho Sujeira era mais famoso do que Bia Bedran e que só Nikiti a conhecia. Tentamos em vão, L. e eu, eu e L., convencê-los do contrário, de que ela era autora de várias músicas infantis, inclusive do Balão Mágico. Eles não acreditaram.

A nossa sorte foi que eles logo mudaram o foco das bobeiras para uma disputa eterna entre Belchior e D. sobre quem está menos careca. Apesar de ser nítido que Belchior, tadinho, está perdendo os cabelos mais rápido, D. não descansa enquanto não faz ele se sentir super mal quando o compara ao meu irmão. “Agora Belchior está imitando o cunhado, passando gel no cabelo”. Belchior fica uma fera, chega com o cabelo todo arrumadinho e quando eles ficam pegando no seu pé, ele bagunça tudo. Eu lamento. Ah, gente deixa ele tentar arrumar o cabelo...

Bem, se ele esta imitando ou não, eu não sei, mas que ele está com um pote bem grande de gel lá no nosso banheiro, está. Sei que ele vai ficar p da vida comigo porque escrevi isso aqui, o que posso fazer se isso é real?! Rsrsrs

Como não desisto nunca das coisas, acabei achando o repertório de Bia Bedran na internet e lembrei de uma música que eu adorava: Pedalinho! Segue a letra e a biografia dela!

Pedalinho
Bia Bedran


“Pedala, pedala
Pedala pedalinho
Me leva pra longe
Ben de vagarinho

O mar ta bonito
Tá cheio de caminhos
Pedala, pedala
Pedala pedalinho”

Biografia

Beatriz Martini Bedran
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Nascimento 26 de Novembro de 1955
Beatriz Martini Bedran, melhor conhecida pelo nome artístico de Bia Bedran (Niterói, 26 de novembro de 1955), é uma compositora, cantora, atriz e educadora musical brasileira.

Formou-se em musicoterapia pela Faculdade de Musicoterapia no Rio de Janeiro e em Educação Artística com habilitação em música.

Trabalhou durante dez anos como atriz e compositora no "Quintal Teatro Infantil". Dentro outros trabalhos de destaque, Bia também participou do "Bloco do Palhoça", com quem gravou seu primeiro disco na década de 1980. Em carreira solo, gravou 10 discos, escreveu e montou diversos espetáculos premiados pela critica.

Nos Anos 80 foi a apresentadora do programa Canta Conto, realizado pela TVE do Rio de Janeiro. Participou também do "Lá Vem História", da TV Cultura de São Paulo.

Atualmente é uma referência em arte e educação, com públicos cativos em shows, peças de teatro infantil e palestras para adultos.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Belchior e o Campari


Na semana passada, nos encontramos com os amigos para uma noite regada a barzinho, pizza e muitas histórias. Eu já sabia que seria uma noite repleta de risadas, mas não sabia que seria recheada de muitas e apimentadas peripécias. E não só do Belchior!

A primeira da noite foi protagonizada por D., seu amigo de fé, irmão camarada (ambos são super fãs do Rei Roberto Carlos) e Belchior. D. resolveu inovar e pediu, ao invés do velho e bom choppinho, uma dose de Campari, por favor. Campari? Sim, estava frio e ele queria Campari. Belchior, como está na fase enólogo, pediu um vinho argentino e, claro, sorveu uma garrafa inteirinha do mais puro mel das uvas.

Mas isso despertou em Belchior aquele nosso já conhecido discurso de histórias retiradas do fundo do baú. Campari era sinônimo de causos! “Cara, uma vez eu tomei um porre de Campari”. Nossa, quando ele disse isso, a mesa veio abaixo com tamanha novidade! Jura, amor? Perguntei eu toda interessada! Belchior tomar um porre é muita novidade, não acham? Rsrs

Mas só tomar um porre não basta para ele. Continuou sua história. “Nóssenhora, bebi tanto Campari que cheguei louco em casa. Aí, no dia seguinte, tive aquela ressaca e dor de barriga. Quando terminei a barrigada, olhei para o vaso sanitário e estava tudo vermelho! Meu Deus, fui limpar a bunda e o papel todo vermelho! Aí foi que meu coração gelou! Gente do céu, eu bebi tanto que não lembro o que fizeram comigo! Será que me comeram”?????

Para variar, depois desse discurso incrível, o que eu tinha que fazer?! Enquanto a mesa gargalhava de rolar, eu, também passando mal de rir, levantei e fui me servir de uns petiscos. Belchior consegue se superar a cada dia. Mas o melhor foi o final desse primeiro round de loucuras.

“Ainda bem que, depois de um tempo, me lembrei que Campari é vermelho e que o fato de eu cagar vermelho deve ter sido o meu corpo eliminado o Campari”!! Agora me digam, que ser humano que não seja completamente loucooooooooooooo acha que bebeu tanto e o fato de o vaso estar vermelho poderia ser que alguém teria comido seu rabo??? E sem ele se lembrar, o que é muito dificil!!!!!! É inacreditável, Belchior! Tomou boa noite cinderela? !! Mais uma vez, Belchior puro no palito!

O segundo tempo com a presença de Bia Bedran também marcou a noite. Mas isso é papo para outro post!