terça-feira, 12 de julho de 2011

Obra, no te quiero más!



Toda vez que me comprometo a ter mais assiduidade para escrever aqui no blog minha vida dá uma reviravolta e sempre me envolvo com várias empreitadas. Com o trabalho, então, nem se fala. Fico sempre no mesmo papinho que já virou furado e me sentindo bastante endividada com os caros apreciadores deste conglomerado de muitas ideias e infinitas histórias bizarras belchiorianas.


Porém, contudo, todavia, admito que andei falhando feio, de verdade. Mas foi por uma boa causa, justa e perfeitamente inteligível. Estive às voltas, enrolada, totalmente em curto e em alma com a obra da sala nova da minha empresa, tarefa que abracei como se fosse a minha casa e, depois de um mês, dá gosto de ver. Hoje, porém, mais calma, cheia de olheiras e mais magra (o melhor ponto da obra), equilibrada e feliz, sinto-me preparada para hablar e abrir meu coração neste momento de minha life.


Como tudo na vida, nem tudo foram flores nestes dias e padeci de paciência, memória e jogo de cintura. Comi poeira, gesso, deitei no chão nojento de sujo, li livro em meio ao barulho de uma turbina de avião quebrando a parede, sentei durante dias e longas horas em cima de um latão de tinta, sujei várias roupas de amarelo, pulei corda às 23:30 de uma quarta-feira na sala vazia, com o banheiro vazando e o bombeiro hidráulico tentando resolver a questão há seis horas e sem sucesso, fiquei surda e louca com o barulho do chão sendo lixado, subi e desci do prédio para a lojinha do seu Ribeiro umas 200 vezes (não é exagero), fiquei amiga do porteiro (pagando R$ 20 do lanche), negociei entulho, diária de peão, táxi para Nikiti a preço fechado, servi coca-cola para o pessoal, cafezinho e água, limpei o chão, o banheiro, fiz xixi no vaso interditado com 50 mil xixis e aquele cheiro insuportável, fiquei feliz, triste, cansada, com energia, devo ter bebido uns 20 Red Bulls, quase um por dia.


Fui boy, administradora, decoradora, faxineira, empilhadeira, servente, ‘patroa’, mestre de obras, empregada, diretora. Sou alérgica e no auge do estresse, quem diria, meu alergista se orgulharia, não dei um espirro, não tive uma crise. Passei tardes e noites sentada num canto escuro da sala, com meu radinho de pilha me fazendo cia, em cima de uma banqueta suja, sem encosto nas costas, e a tensão e tédio de um sem fim de obra deixaram as minhas horas e músculos doloridos menos desgastados.


Virei noite, virei dia, passei todos os últimos fins de semana sem sair, vindo para a obra e acompanhando cada joelho, fio, conexão, ráfia, gesso, cimento, pastilha, fita isolante, balde, trincha, ligação elétrica, parafuso, cimento, grimpagem, passa fio, rejunte, luminária, mudança, cadeira, nova mesa, sinteko, rodapé, contas, orçamentos.


No fim, Deus sempre ajuda a quem trabalha, cada dia é um dia e, assim como Capitão Nascimento nos ensinou perfeitamente, missão dada é missão cumprida. Desculpe-me, meus bons apreciadores, pela falha e falta de tempo, mas chegou ao fim, pelo menos na maior parte, a minha missão da nova sala e, como uma boa política da velha guarda, mantenho a minha promessa de que VOU ESCREVER COM MAIS FREQUÊNCIA. VOCÊS VERÃO!!!


Também me comprometo, com uma promessa particular e pessoal, a dormir mais, perder as olheiras conquistadas de forma espetacular em um mês, ter mais tempo para mim mesma, voltar a ler livros, a sair mais com o maridão, a encontrar os amigos e voltar à vida, né, povo! Obra, no te quiero más!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Dicas para um relacionamento mais feliz!





A semana passou rápida e cá estou eu, conforme prometido a mim mesma de tentar escrever sempre aqui, deixando para vocês mais algumas prosas em alma, versos em prosas e dividindo pensamentos!


Para celebrar a semana do amor, às vésperas do Dia dos Namorados, vale a pena dar uma conferida numas diquinhas básicas para os casais apaixonados que gostariam de ter um relacionamento mais saudável e harmonioso. Fruto do final da entrevista que publiquei aqui no começo da semana!


Feliz Dia dos Namorados a todos!!!


Dicas para um relacionamento mais harmonioso




  • Sem dúvida, tentar olhar mais para suas dificuldades do que as do outro.


  • Tentar transformar queixas em pedidos de desejos.

  • Não permitir que a sedução e amor erótico sejam trancafiados na rotina.

  • Darem-se espaços exclusivos, sem filhos.

  • Fazer uma ponte da saída do trabalho para o encontro com o outro

  • Fazerem-se especiais um para o outro.

  • Despertar da ilusão do amor romântico.

  • Discutir menos relação e desistir de mudar o outro. Quem muda a si mesmo convida o outro a mudar.

  • Diálogos breves e mais objetivos sobre a relação.

  • Comunicar o que espera e não desejar que o outro adivinhe como sinal de intensidade de amor.

  • Mais solidariedade e escuta.


segunda-feira, 6 de junho de 2011

O amor está no ar - Dois anos de missão cumprida e amada!


Estou há bastante tempo sem escrever aqui, mas perdoem-me pela falta de tempo e não de ideias. Um mea culpa básico, mas, please, não desistam deste humilde blog que mistura humor, histórias reais e muita doideira. Bem, junho chegou e, com ele, algumas lembranças: umas fortes e tristes, outras lindas e felizes. Neste mês faz 3 anos que minha mãe faleceu, dez anos que meu avô, pai dela, se foi. Mas também é o mês do aniversário de Belchior, de nosso casamento e, claro, do Dia dos Namorados.

Então, vendo flores e amor neste mês, resolvi compartilhar uma entrevista interessante que acabei de fazer para o jornalzinho mensal de ums dos empreendimentos que atendo. Fugindo ao convencional das matérias que falam só de amor romântico, de programas para a data dos namorados e blábláblá, resolvi procurar uma especialista em relacionamentos e perguntar sobre como andam as relações amorosas hoje. Vamos pensar um pouquinho também, né?! O resultado, vocês poderão saborear agora e, quem sabe, tirar alguma coisa especial dos belos e sábios olhares e percepções da Dra Ana Maria Zampiere.

Não poderia deixar de, claro, fazer minha homenagem ao cara que soube me devolver a alegria de viver e de expressar meu amor e satisfação de estar casada há dois anos com essa figura maravilhosa, louca, gaiata, linda, amorosa e emotiva que é meu Belchior! Vida longa ao nosso casamento, querido! E um lindo Dia dos Namorados para todos! Pensem, reflitam, façam um dia diferente com seus companheiros e não deixem de surpreender nunca.

Como andam os relaciomentos amorosos hoje?

Quais são os principais conflitos hoje que existem na relação a dois?

AMZ: Hoje temos um alto índice de conflitos. Os mais frequentes, em minhas pesquisas e prática clínica são: o estresse da vida profissional e a falta de harmonização entre carreira e vida amorosa e familiar; falta de investimento na vida amorosa e sexual de um tempo de namoro e/ou casamento; o poder profissional que desencadeia a infidelidade sexual e/ou amorosa; a falta de limites colocados nos filhos, o que depois leva a um “filhiarcado” e deixa os pais sentirem-se impotentes e em segundo plano; divergências ideológicas quanto à cultura de gênero, especialmente quando a mulher é mais bem sucedida profissional e financeiramente; violência por agressões verbais e morais; a falta de intimidade com homens, especialmente os super envolvidos no trabalho; a transmissão de doenças sexuais, como HIV e HPV, por infidelidade sexual; a intromissão das famílias de origem na vida do casal; uso abusivo do álcool; dificuldades de cuidar da própria saúde; esposas que se comportam mais como mães do que como parceiras e amantes; dificuldades e temores da maternidade e paternidade tardia.

O que os casais estão buscando nos relacionamentos atuais?

AMZ: Uma dança mais harmônica entre os amores EROS (sexo e paixão), FILO (amizade, parceria, cumplicidade) e ÁGHAPE (projetos comuns de vida sem ameaças aos individuais)

Os relacionamentos estão cada vez mais sólidos, conforme as estatísticas estão demonstrando com a valorização do casamento na Igreja, na união formal e no investimento em grandes celebrações?

AMZ: Sim, há uma tendência a democracia nas relações de poder, mesmo em casais homossexuais, sem grandes polaridades de gênero, pais mais participativos, homens mais desenvolvidos para falar de suas emoções. Percebo uma exigência menor de grandes rituais para iniciar a vida a dois: atualmente, mais jovens moram juntos primeiro e depois decidem casar ou não formalmente. Uma tendência a valorizar a qualidade da sexualidade mais aberta e em processo de intimidade com a mesma parceira.

A procura por tratamentos de casais com terapias tem aumentado nos últimos anos? Isso seria reflexo de uma busca por equilíbrio e ajuda mais profissional ou seria reflexo do aumento de sintomas de vulnerabilidade e insegurança dos casais de hoje?

AMZ: Sim. Houve uma desmistificação da terapia como sinal de pessoas em fracasso para sinal de pessoas em busca de crescimento. O reconhecimento dos estresses da vida moderna e na metrópole e das próprias vulnerabilidades aumenta a capacidade de resilência (sair de crises com mais força e energia). Dizemos que, quanto mais um casal pode enxergar suas dificuldades como indivíduos, sem basear-se em críticas, aumenta a força do relacionamento e do prazer de crescerem juntos.

A senhora poderia nos passar uma percepção, como especialista, sobre como estão os relacionamentos atualmente?

AMZ: Os modernos, mais equilibrados no poder, com mais parceria na luta pela vida em todos os aspectos. Há um inimigo mais forte, todavia, que é o estresse, que diminui a libido e pode aumentar as doenças, como pânicos, medos de violência e etc.

Poderia nos passar alguns conselhos para os casais neste Dia dos Namorados?

AMZ: Espero que as pessoas desejem estar inteiras nas suas relações com o outro. Não esperem que o outro seja a sua metade, mas uma parceria que amplifica o viver bem, a vida e cada momento dela. Desistam de hiper valorizar o passado negativo e o futuro, que traz ansiedade. Valorizem cada dia, cada momento presente e sejam felizes!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Certo ou errado? Viva la vida e descubra!







Acabei de receber um e-mail com um texto fantástico. Aliás, um texto que está nas nossas mentes, mas dificilmente conseguimos colocar em prática. O título é “Posso errar?”, da jornalista Leila Ferreira, que vai lançar um livro em breve. Nada demais, porém tudo de muito. Sim, nada de surpresas com meu linguajar confuso, mas nossas cabeças são confusas de natureza e o que eu quero dizer aqui é o seguinte: “podemos errar? A gente se permite errar de verdade? O que é certo? E para quem é certo?


Não pensem que será dessa vez que vocês vão me ver realmente surtar, ainda mais depois de escrever esse bando de coisas sem nexo acima e, embora eu já o tenha feito algumas vezes (surtar e escrever e vice-versa RS), discretamente e só no meu mundinho, o que quero expor aqui é simples. E ao mesmo tempo complexo. RS


A gente passa uma vida inteira correndo atrás das coisas certas, de estudarmos e sermos certinhos na escola, de acertarmos ao escolhermos a profissão, de batalharmos de modo certo para termos sucesso na vida, de sermos corretos em nossas condutas, de termos uma vida certa para irmos para o céu. Ok, isso é muito bom, muito legal. E não quero que pensem que, de forma alguma isso não é o que espero nem o que busco. Mas, às vezes, perdemos o foco da vida se só pensarmos em fazermos tudo como manda o figurino, como mandam as regras, os ensinamentos.


Passei a minha vida toda correndo atrás deste sonho de ser a certinha, de ter tudo certinho e, apesar de ter me saído super bem em várias coisas e ter orgulho disso, às vezes eu me comporto como uma curva fora da reta. E me permito. Sem culpa. Sim, gente, sentirmos culpa de vez em quando é bom, realizamos sonhos sem pensarmos muito, de vez em quando é ótimo, desapegar das virtudes e regras de vez em quando é fundamental!


Tenho aprendido a, cada vez mais, deixar as coisas fluírem, sem ter muitas rédeas, ficar muito presa. E não digo isso das coisas complexas da vida não! Para as decisões difíceis, para os momentos complicados, sempre sobram várias doses de certezas e pé no chão. Para as coisas mais relaxes, permito-me deixar fluir.


Exemplos básicos, mas que mudaram minha vida. Sem exagero. Se a casa está vazia, com a despensa sentindo frio e fome (RS), vou comer na rua! Quando tiver afim, vou ao supermercado. Odeio fazer compras e isso me consumia. É sério. Hoje vou quando quero, quando dá! Sem culpa. Sem medo. Tá certo? Não sei? Tá errado? Sei não.


Na minha última viagem surtei de verdade. Nunca tinha comprado tanto, tantas coisas para mim mesma, de uma só vez. Sempre fui daquelas que, para realizar seus sonhos, precisava fazer malabarismos, economizar daqui, tirar de lá, não beber no almoço, vender o ticket, nunca ficar endividada numa tacada só. Nunca havia me permitido comprar muitas coisas ao mesmo tempo, ter aqueles surtos de mulherzinha e parcelar tudo no cartão! Achava o máximo, coisa de filme (RS), mas nunca tive esta coragem.


Então, meus caros, eis que chegou minha hora! Permiti-me viver, sim senhores!! Gostei? Comprei! Maquiagem (vou aprender essa porra), manda ver aí tudo da MAC!! Virei maquiadora profissional!! Comprei a bolsa que queria, o óculos de marca, o relógio que amei, as blusinhas, comi nos melhores lugares, fiz todos os passeios e tudo mais que me foi permitido!! Claro que, agora, ficarei com as rédeas seguras até o meio do ano. Mas não tive as minhas claras crises de depressão pós-compra! RS


Viajamos, curtimos, saímos da normalidade, fizemos a curva. Pisaremos no freio por um tempinho, mas estamos felizes! Brindamos a vida, ao vinho barato (RS), ao amor, a vida. Ninguém morre por ficar um tempinho negativo do banco! Ok, isso não será uma regra, não deixarei de ser íntegra, correta, de me preocupar com as contas, com a vida, por causa de umas loucurinhas. Grite, saia de si, cante. Tenho feito isso e tem dado certo! Seguro-me nas minhas próprias fraquezas e não me cobro tanto mais. É certo ser assim ou assado? Quem saberá? O importante, para mim, é estar bem.


Mudei minha rotina, meus hábitos. Descobri um lindo jeito de praticar atividade física (coisa que sempre detestei). Acordo cedo feliz. Vai entender. Acho que olhar a vida de um modo diferente nos faz reviver. Sei lá, sabe-se lá Deus os motivos que hoje penso tão diferente do que antes. E sou mais feliz assim. Que a vida me permita saborear cada um dos seus encantados percalços e que a gente consiga, enfim, viver. De verdade. Sem cobrança, de leve. Seja você mesmo, permita-se e viva feliz. Com você mesmo, acima de tudo. Certos ou errados, o importante é aprendermos, errando, acertando, hoje e sempre, amém!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O amor expresso em prosa!




Passei esses dias com muita vontade de escrever aqui e dividir com vocês a minha ‘alma em prosa’, mas, ao mesmo, relutei durante esse tempo pensando no que poderia relatar no blog! Eu tenho vários assuntos para abordar, mas não poderia deixar de abrir um pouco o coração sobre essa data especial que está chegando e, claro, está mexendo muito comigo. Não resisti às minhas próprias tentativas de subornar meus sentimentos e cá estou eu, em mais um ano, escrevendo sobre o Dia das Mães.

Com um gostinho ainda mais triste e cinco doses a mais de lamento, este ano será muito significativo para, de uma vez, aprender a lidar com a minha saudade e com todos os olhos, ouvidos e preparativos voltados para comemorar o Dia das Mães. Acho que, nesta semana, uma estrada vazia imensa se abriu no meu coração por ter perdidos todos os meus parâmetros de maternidade, de amor incondicional, de saudade, de carinho. O coração aperta quando, em volta e por todos os lados, vejo pessoas comprarem presentes, traçarem planos de comemorações, pensarem em como podem retribuir, ainda que de uma forma singela, agradecendo a essas pessoinhas lindas que tiveram a coragem e o amor necessários para nos colocar no mundo.

Em junho faz 3 anos que perdi a minha mãezinha. O amor da minha vida. Foi assim, repentinamente, de uma hora para outra, que fiquei sem meu chão, meu tudo, sem meu norte. Minha mãe, aquela guerreirona de todas as horas e batalhas, que tanto lutou e nos ensinou a viver, partiu. E eu fiquei ainda mais desesperada, pois se soubesse que, naquele dia que saí de casa para trabalhar, preocupada, com o coração apertado, seria meu último dia na cia dela, que poderia receber seu último abraço, beijo e todo carinho, não teria saído. Teria me trancado em casa e aproveitado todos os minutos possíveis...

Sei que essas lamentações não vão trazê-la de volta, nem mesmo vão representar algo significativo nessa altura do campeonato. Só mesmo a culpa, tristeza e saudade, inerentes a qualquer situação daquele momento. Infelizmente, não pude dar o adeus à minha rainha e essa dorzinha me perseguirá para o resto dos meus dias...

Dois anos e meio depois, aquela que ficou aqui na Terra para nos acalentar, minha avó querida, também lutou bravamente, mas nos deixou, arrombando ainda mais a nossa saudade e me deixando a ver navios com todo amor e sentimento que carrego. Mais uma perda. Porém, mais uma vidinha que cumpriu sua missão.

Lamentações a parte, estou escrevendo aqui, relembrando esses momentos de tristeza, remexendo nas minhas feridas para, simplesmente, dizer que a gente precisa dar mais valor aos momentos que vivemos com os nossos pais, avós, com a nossa família. É sério e muito forte. A gente, até o momento que perde um ente querido, não tem ideia de como aquele abraço que deixamos de dar, aquele telefonema que deixamos de atender, aquele ‘eu te amo’ que nunca falamos e toda vez fica embargado na nossa garganta, todas as nossas demonstrações que deixamos para amanhã, são as barreiras que nos perseguem pelo resto da vida, quando estas pessoas se vão. Depois, só nos resta o lamento e a dor. Não vamos deixar isso acontecer!! Levante a bandeira do amor, do sentimento, de expressar as emoções, vamos falar sim tudo que sentimos! Faz um bem danado para nossa alma! Coloquem para fora, desembaracem suas implicâncias, seus nós. Aprendam a perdoar, dêem uma chance para serem felizes e deixem as pessoas que convivem com vocês saberem disso. Abrir o coração é o melhor remédio! Sempre!

Já tomei muito tapa na cara com essas demonstrações, inclusive da minha mãe, mas vale a pena. Hoje, dói saber que não pude me despedir, mas sempre demonstrei tudo a ela. Com minha avó pude vivenciar isso melhor e tenho certeza de que tudo que pude fazer, fiz com amor e carinho. Até no último momento que a vi com um sopro de vida, fiz questão de expressar aquele ‘vó, eu te amo muito’. E ela me respondeu fraquinha, mas com um sorrisinho no rosto: “também, minha filha”. Isso não tem preço. Essa era nossa despedida, nossa paz de espírito, nosso trato. Nos amamos e isso que importa, foi isso que ficou.

Nos meus momentos de punição de mim mesma (acho que todos nós temos isso, né, rs), às vezes tenho a sensação de que minha mãe foi embora dessa vida triste comigo, por não ter me despedido, por não ter tido a oportunidade de dizer que a amava muito naquele último momento. Se hoje Deus me desse a chance de fazer um pedido, eu diria: quero dizer isso tudo para minha mãe e poder dar aquele último abraço e beijo. Mas, como isso é impossível fisicamente, tento, todos os dias, espiritualmente em minhas orações, falar isso para ela. Durmo em paz e até ouço sua voz respondendo “também, filha”. Enfim, essa foi a maneira que encontrei de me ‘redimir’, despedindo-me dela todas as noites.

Então, meu povo, a minha dica é que vocês expressem mesmo tudo que sentem pela suas mães, pais, avós, familiares, amigos! Que vocês procurem proporcionar às mães, especialmente neste domingo, um dia lindo, com muito amor e dedicação! Vivam, demonstrem, procurem, amem essas queridas que nos presenteiam todos os dias com seu amor materno, incondicional!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Um brinde ao Dia Internacional do Café!


Eu não sei se tem Dia da Cerveja, do Whisky, do Suco de Laranja ou da Coca-Cola! Hoje é o Dia Internacional do meu cafezinho querido, do meu companheirinho fiel de todas as manhãs e tardes e, quiçá, da minha noite. Um cafezinho vai bem sempre, seja para despertar, para harmonizar uma reunião, para aquecer do frio, para encontrar pessoas, para uma reunião externa ou simplesmente pelo prazer de apreciá-lo. A gente tem vários prazeres na vida e, não sei vocês, mas o café é um dos meus! Sério, de verdade. Eu acordo feliz (ainda que cedo) porque sei que vou tomar um café. Meu cérebro entende que, apesar de acordar cedo, ele será recompensado com uma xicrinha de café quentinho, fresco. Sei que é coisa de maluco (e com certeza é), mas fazer o que! Ai, adoro!


Bem, mas, além de tudo, o café me traz várias recordações interessantes e, acredito que também traga para muita gente. Aprendi a gostar de café desde criancinha. Sério. Enquanto todos bebiam Nescau, Toddy, achocolatados, leitinho morno, eu queria mesmo era um café, por favor. Puro no palito. Claro que meus pais estranharam, mas nunca deixaram de me conceder este prazer! Afinal, eu não bebia nada, a não ser café. Mas o bom mesmo era o café do meu pai, mais para fraco do forte, na medida certa para mim. Simplesmente amava! Eu acordava todos os dias e meu cafezinho estava lá.. Papai deixava tudo feito, prontinho da silva. Senti muito quando meu pai saiu de casa. A separação foi por dolorida demais, vivi muitas coisas difíceis e tristes, mas saber que eu acordaria e não teria mais o cafezinho dele me deixava ainda pior. Sem o café do meu pai, tudo ficou ainda mais difícil para essa nova realidade. Não é brincadeira, é verdade.


Mamãe até tentou contornar a situação. Fazia o café para mim, mas eu não gostava porque era muito forte. Ela comprou uma cafeteira para eu fazer, mas também não gostava muito desse tipo. Para tentar superar esse meu ‘trauma’, felizmente ela me deu uma garrafa térmica de presente e combinamos que cada uma faria o seu café. Aos poucos, fui pegando a manha e tentando acertar meu ponto certo de café, querendo chegar perto do que era o meu bom e velho café de papai. Enfim, em um dado momento, consegui chegar no meu cafezinho ideal. Contabilizei menos um trauma e lamentação. Afinal, agora eu tinha o meu café! Hoje ele é bem aceito e elogiado...


Café para mim tem gosto de saudade, cheiro de nostalgia, sabor de prazer, de felicidade. Ele já foi tema de encontro, reencontro, desencontro, fofocas, de novas propostas, de manhãs deliciosas com direito a passeio com mamãe, de briga, de acerto, de vida! Não sei se todos vocês tem essa mesma relação com alguma coisa assim, mas café para mim é memorável! Apesar do café de papai ainda fazer falta e eu apenas curti-lo de vez em quando, agora tenho um café tão gostoso quanto para chamar de meu! O café do sogrinho desponta como um dos meus preferidos!


Salvem todos os prazeres que cada um encontra em suas vidas para celebrar! E um brinde especial ao Dia Internacional do Café, meu pretinho mais querido!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Renda-se ao prazer de viver!


Estamos vivendo, literalmente, à beira de um ataque de nervos. Rotinas, horários, trabalho, jornada dupla, tripla. Temos que ter tempo para tudo e o que menos nos sobra é o tal do tempo. Estamos viciados na delícia de ser o que se é sem vermos o tempo passar, sem sentirmos na pela a passagem das horas, dos dias, dos anos. Já estamos em abril e parece que foi ontem que celebramos o ano novo. E a gente fazendo juras de que, este ano, mudaríamos de vida, de estilo. As nossas velhas e amigas promessas de um ano diferente! Mas, na prática, isso acontece pouco.


Pergunto-me, todos os dias, se preciso e quero continuar a viver dessa forma, se quero mesmo mergulhar nessa rotina insensata e ver a vida passar pela janela, assim, descarada, na minha frente. E eu, pegando carona em alguns momentos. Aprender a se satisfazer e curtir os prazeres mais gostosos, impensados e, quiçá, simples da vida, não é luxo, é necessidade. Nessa escolinha de aprender a curtir eu ainda estou no ‘juninho 1A’, mas Belchior já está na faculdade! No começo, estranhei essa forma meio doida de se viver. De chegar num restaurante bacana e se dar a oportunidade de tomar um vinho mais caro, comer algo diferente do trivial e igualmente caro, experimentar e, o melhor, sem culpa. Ainda demoro a entrar nesse clima e estranho bastante, pois, antes de tentar relaxar, começo a fazer as contas de minha possível extravagância.


Depois de muito resistir e refletir sobre as muitas coisas que essa vida nos faz passar, concluo que, sem sacanagem, o legal disso tudo mesmo é se deixar viver. Tá afim de tomar aquele prosseco que custa R$ 100 no restaurante? Pois beba com prazer. Curta, viva, explore ao máximo os seus sentidos. Se dê a chance, se for possível, de ceder aos seus prazeres. Claro que não estou fazendo apologia do ‘curta sim e fique cheio de dívidas, não pense, só peça’. A gente sabe até onde nossa corda pode apertar e o momento certo de agir assim. Mas se deixe levar pelo impulso, pelo encanto, pela euforia, ao menos algumas vezes por ano! Digo de carteirinha que isso é FUNDAMENTAL. Faça aquela compra dos sonhos, passe o dia bebendo no bar com os amigos, pague a conta, gaste com uma viagem merecida, invista num bom terno, ouse na maquiagem, vá ao restaurante que você sempre sonhou, use e abuse daquele vestido incrível, passe um dia no SPA, faça massagem, tome banho de chocolate, veja aquele campeonato inteiro de futebol que você gravou e nunca viu, com uma cerveja especial do lado. Permita-se. Viva. Intensamente.

Afinal, trabalhamos todos os dias, conseguimos o nosso dinheirinho suado e não vamos usufruir? Nem um pouquinho, nem uma horinha? A vida é curta, minha gente. Curtíssima. Não perca seu foco, seus objetivos, não deixe de juntar dinheiro, não deixe de planejar e de ter ambição. Mas nada disso tem sentido se você não souber dosar com muitas pitadas, por favor, de alegrias e prazeres. O tempo passa, o tempo voa, a gente envelhece, não curte, mas a poupança Bamerindus (salve esse comercial fantástico!!) continua numa boa. Simples assim.